Seu caminho é único!

Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um velho mestre em busca de conselhos.

– Por que estou me sentindo tão inferior? – perguntou, assim que o velho monge acabou de meditar. – Ao vê-lo meditando, senti que minha vida não tinha a menor importância.

– Espere. Assim que eu tiver atendido todos que me procurarem hoje, eu lhe darei a resposta.
Durante o dia inteiro o samurai ficou sentado no jardim do templo, olhando as pessoas entrando e saindo em busca de conselhos.


De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:

– Agora o senhor pode me ensinar?

A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.

– Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar.
“Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens.
“Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?

– Claro que não – respondeu o samurai. – Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza.

– Então, você sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando à sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências…[…]


CADA PESSOA ILUMINA O MUNDO DE UMA FORMA SINGULAR.
NÃO JULGUE, NÃO COMPARE.


Bjs e abraços,

Fabricio =)

Por que ensinar por palavras?

O discípulo aproximou-se de seu mestre, que se encontrava sentado apreciando a luz da lua numa bela noite de verão, e o interrompeu com uma grande dúvida:

“Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio.
Mas vejo que as escrituras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se a iluminação está além dos termos, por que os termos são usados para defini-la?”

O velho sábio respondeu:

“As palavras são como um dedo apontando para a Lua; trate de olhar para a Lua e não para o dedo que a aponta.”

O discípulo replicou: “Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?”

“Poderia,” confirmou o mestre, “e assim você fará, pois ninguém mais pode olhar ela por você. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. A iluminação é eterna e completamente revelada. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o princípio.”

“Então,” perguntou o discípulo,” por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?”

“Porque,” completou o sábio, “da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas e momentos, sem distinção.
Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.”

Os dois ficaram em silêncio durante um longo tempo só apreciando a noite, e então de súbito, o mestre simplesmente apontou para a lua; o discípulo entendeu e sorriu. =)

Você já sabe o que precisa saber, só precisa se lembrar disso! 😉 


Bjs e abraços,

Fabricio =)

Até que ponto a religião te ajuda?

Numa dessas tardes enquanto conversava com meu velho amigo L, ele me surpreendeu com as seguintes palavras;

“Você percebe; os animais não rezam, eles apenas correm livres.
Eles não são punidos por Deus ou têm má sorte.
Eles apenas correm livres.”

Suas palavras entraram pelos meus ouvidos e foi como levar um “soco na mente”.

Depois fiquei pensando, se algo realmente grande e poderoso arquitetou todo o Universo, por que criaria algo para precisar ficar tomando conta? ou então para ficar punindo?

Assim como todos os animais nascemos livres.
A verdade é que se existe algum “objetivo maior” em nossa vida, é para sermos felizes seguindo nossa própria natureza, nosso próprio coração.

Todos procuram por bem estar, e a liberdade de seguir seu coração é o primeiro passo para alcançá-lo.
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